Varejo em Aeroportos – Quebrando paradigmas

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Quero iniciar este artigo falando de alguns paradigmas sobre pontos comerciais para varejo. Quando saímos do tradicional, existe a tendência de rejeitarmos uma oportunidade, sem antes fazer uma boa análise. Estamos vivendo este momento quando o assunto se refere aos aeroportos brasileiros. Nossos aeroportos estão mudando, seja por causa das novas empresas que ganharam as concessões de Brasília, Viracopos e Guarulhos, seja pela nova visão da administração dos Aeroshoppings feita pela Infraero.

Ainda estamos descobrindo, lentamente, qual é a real necessidade do varejo instalado nos aeroportos, discussão já antiga quando observamos o que está sendo feito nos aeroportos europeus e norte-americanos. Uma visão rápida dos aeroportos brasileiros mostra que temos basicamente: cafeterias, fast food, restaurantes, óticas (esta já faz parte dos novos entrantes em aeroportos), souvenirs, livrarias, correios, farmácias e vestuário.

Vou tomar como exemplo uma discussão recente sobre a entrada do varejo supermercadista nos aeroportos do Brasil, possibilidade esta fora de cogitação até o presente momento. Supermercado em aeroporto faz sentido?

É importante lembrar que vários itens devem ser avaliados antes de se tomar a decisão de colocar um negócio dentro de um aeroporto, pois mesmo dentro de um aeroporto com grande fluxo de pessoas, existem pontos comerciais não tão interessantes e vice versa.

Existe uma tendência em aeroportos internacionais, os chamados “Aeroporto Cidade” ou “Aeroporto industrial”, com fluxo acima de 10 milhões de passageiros/ano em oferecer um amplo e diferenciado mix de lojas, sejam de alimentação, vestuário ou conveniência.

A partir do Aeroporto Cidade surgiu o conceito do aerotrópolis, uma extensão maior ainda de aeroportos-cidades, com raio de influência ampliado significativamente. O conceito de aerotrópolis está sendo usado para a construção do novo aeroporto de Viracopos. Neste sistema, vários empreendimentos são criados dentro do espaço aeroportuário, como por exemplo: Hotéis, torres comerciais, centros de eventos, shopping centers e outros.

Voltando a falar do supermercado, o público consumidor que está na área primária deste supermercado são os funcionários do aeroporto, das empresas instaladas no aeroporto, passageiros desembarcando e acompanhantes de passageiros, que levam ou vem buscar o passageiro no aeroporto.

Abaixo vou fazer uma rápida análise sobre a implantação de um supermercado em um aeroporto, pegando Viracopos em Campinas – SP como exemplo, para nos ajudar com os números. Usarei este aeroporto, pois é um dos únicos que oferece tal possibilidade, devido a revitalização total do aeroporto, em andamento, que contará com um novo terminal a ser inaugurado em 2014.

Neste ano, o volume de passageiros transportado deve superar os 10 milhões, número este que deve chegar a 13 milhões em 2015. Do total para 2013, 6% dos passageiros residem na cidade de Campinas, 60% viajam a trabalho e 89% pertencem às classes sociais A e B. 52% são casados e 84% têm entre 25 e 55 anos de idade. No aeroporto trabalham cerca de 5 mil pessoas. Com estes números, me parece que um bom supermercado faz todo sentido.

Por George Alexandre
Fonte: www.gsmd.com.br

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